Gorda
Tony tem uma carreira promissora em sua firma mas vive entre um e outro relacionamento desastroso. Ele se depara com Helena, uma bibliotecária extrovertida, inteligente, com lindos cabelos negros, risada charmosa e uma silhueta fora dos padrões estéticos convencionais, com seus 100 e poucos quilos.
Os dois personagens, vividos por Michel Bercovitch e pela pernanbucana Fabiana Karla, em boas interpretações, iniciam um tórrido romance e se descobrem cada vez mais apaixonados. Helena, de bem com si mesma, se entrega por completo, mas Tony precisa superar seu próprio preconceito e decidir o que mais importa em sua vida: a mulher que ama ou a aceitação de seus colegas do escritório.
No espetáculo dirigido pelo argentino Daniel Veronese, a trama - escrita pelo dramaturgo norte-americano Neil LaBute - leva o público desde a gargalhada até a comoção. O enredo mescla situações cômicas e escrachadas com cenas onde os atores precisam aguçar a concentração para revelar traumas de seus personagens, mesmo sob a descabida risada de uma parte da platéia.
A peça conta ainda com Flávia Rubim no papel de Joana e Mouhamed Harfouch como Caco, ambos colegas e (pretensos) amigos de Tony, caricaturas de uma menina mimada e perversa e de um adulto-moleque que não mede esforços na desmoralização de seus convivas.
"Gorda" pode ser confundido com um espetáculo de humor escrachado, principalmente pela fama televisiva de sua atriz principal no humor besteirol. Muitas pessoas provavelmente vão ao teatro com esta expectativa e terminam perdendo a crítica refinada da peça ao preconceito incrustado na sociedade e às correntes que ligam as pessoas às opiniões alheias. É uma comédia dramática que vale à pena conferir.
Os dois personagens, vividos por Michel Bercovitch e pela pernanbucana Fabiana Karla, em boas interpretações, iniciam um tórrido romance e se descobrem cada vez mais apaixonados. Helena, de bem com si mesma, se entrega por completo, mas Tony precisa superar seu próprio preconceito e decidir o que mais importa em sua vida: a mulher que ama ou a aceitação de seus colegas do escritório.
No espetáculo dirigido pelo argentino Daniel Veronese, a trama - escrita pelo dramaturgo norte-americano Neil LaBute - leva o público desde a gargalhada até a comoção. O enredo mescla situações cômicas e escrachadas com cenas onde os atores precisam aguçar a concentração para revelar traumas de seus personagens, mesmo sob a descabida risada de uma parte da platéia.
A peça conta ainda com Flávia Rubim no papel de Joana e Mouhamed Harfouch como Caco, ambos colegas e (pretensos) amigos de Tony, caricaturas de uma menina mimada e perversa e de um adulto-moleque que não mede esforços na desmoralização de seus convivas.
"Gorda" pode ser confundido com um espetáculo de humor escrachado, principalmente pela fama televisiva de sua atriz principal no humor besteirol. Muitas pessoas provavelmente vão ao teatro com esta expectativa e terminam perdendo a crítica refinada da peça ao preconceito incrustado na sociedade e às correntes que ligam as pessoas às opiniões alheias. É uma comédia dramática que vale à pena conferir.

